
A reestruturação da GNR, que prevê o encerramento dos núcleos de investigação criminal está a causar algum mal-estar entre os militares. As diversas valências deverão ser agrupadas nas sedes dos destacamentos, que ficam com todas as competências até agora repartidas.
O CM sabe que a reestruturação implicará acabar ainda com os núcleos de investigação dos crimes de Droga (NIC-D), Núcleo Mulher e Menor (NMUME), Núcleo de Tratamento de Informação Criminal e Núcleo de Análise. Nos dois primeiros casos, os militares que se especializaram nestas áreas passarão para um único Núcleo de Investigação Criminal (NIC). Segundo fontes contactadas pelo CM, a reestruturação é vista com desagrado.
Num documento interno, enviado para o Comando-Geral, o responsável pela chefia da investigação criminal, tenente-coronel Albano Pereira, faz duras críticas ao grupo de trabalho responsávelpelas mudanças. "Pelos recentes contactos sobre este assunto [...], é possível concluir que a proposta da CIC (Chefia de Investigação Criminal) nem sequer foi lida pelos responsáveis pela coordenação do Grupo de Trabalho (GT)."
O CM sabe que a reestruturação implicará acabar ainda com os núcleos de investigação dos crimes de Droga (NIC-D), Núcleo Mulher e Menor (NMUME), Núcleo de Tratamento de Informação Criminal e Núcleo de Análise. Nos dois primeiros casos, os militares que se especializaram nestas áreas passarão para um único Núcleo de Investigação Criminal (NIC). Segundo fontes contactadas pelo CM, a reestruturação é vista com desagrado.
Num documento interno, enviado para o Comando-Geral, o responsável pela chefia da investigação criminal, tenente-coronel Albano Pereira, faz duras críticas ao grupo de trabalho responsávelpelas mudanças. "Pelos recentes contactos sobre este assunto [...], é possível concluir que a proposta da CIC (Chefia de Investigação Criminal) nem sequer foi lida pelos responsáveis pela coordenação do Grupo de Trabalho (GT)."
O mesmo responsável denuncia ainda:"Há um quadro de intenções e de decisões já aparentemente tomadas, discordantes com os princípios organizativos e que levarão, afinal, a uma estrutura completamente diferente da actual."
Segundo aquele oficial, a reestruturação vai acabar com alguns dos princípios fundamentais da actual investigação criminal. Designadamente, a área operativa, criminalística, análise e informação criminal , bem como a especialização.
Outras fontes da GNR garantem que a reestruturação implica um "conflito entre investigadores". "Até aqui, por exemplo, os NIC investigavam roubos e furtos, deixando os processos de droga e violência doméstica para o NIC-D e NMUNE com equipas especializadas", explica outra fonte.
Segundo aquele oficial, a reestruturação vai acabar com alguns dos princípios fundamentais da actual investigação criminal. Designadamente, a área operativa, criminalística, análise e informação criminal , bem como a especialização.
Outras fontes da GNR garantem que a reestruturação implica um "conflito entre investigadores". "Até aqui, por exemplo, os NIC investigavam roubos e furtos, deixando os processos de droga e violência doméstica para o NIC-D e NMUNE com equipas especializadas", explica outra fonte.
RISCO DE DUPLICAÇÃO DA INVESTIGAÇÃO
A implementação do projecto deste grupo de trabalho poderá implicar uma duplicação da investigação, uma vez que deixará de haver tratamento de informação, uma peça fundamental para o sucesso do esclarecimento de crimes como furto ou roubo. "Vamos ser uma espécie de médicos de clínica geral. Vamos investigar tudo, mas sem estarmos especializados. Perdemos toda uma metodologia de trabalho, sem que obtenhamos qualquer benefício para a investigação", explica uma fonte.
Estas alterações mantêm apenas equipas de vigilância, que em determinados Grupos Territoriais já existem. São as denominadas de Núcleo de Apoio Operativo mas que estarão sediadas nas capitais de distrito. A aposta será a detenção em flagrante delito.
Estas alterações mantêm apenas equipas de vigilância, que em determinados Grupos Territoriais já existem. São as denominadas de Núcleo de Apoio Operativo mas que estarão sediadas nas capitais de distrito. A aposta será a detenção em flagrante delito.
OFICIAL CRITICA ABERTAMENTE A REESTRUTURAÇÃO
O documento assinado pelo tenente-coronel Albano Pereira foi enviado para todos os postos e é bastante crítico. "A situação, independentemente da que vier a ser consolidada, tende a ser perturbadora das funcionalidades idealizadas, da obtenção dos objectivos estabelecidos e das motivações dos militares sem que seja perceptível quais as razões de tão profundas alterações, tanto mais que as sucessivas tomadas de posição do Governo [...] sobre a reorganização da Investigação Criminal [...], encetada a partir de 2002, foram do reconhecimento e do elogio", afirma o oficial.