segunda-feira, 28 de dezembro de 2009

O pantera negra


O melhor jogador português de todos os tempos. Natural de Lourenço Marques (hoje Maputo), Moçambique, o seu primeiro clube foi o Brasileiros da Mafalala. Realizou o primeiro jogo oficial com a camisola do Sporting de Lourenço Marques, estreando-se da melhor maneira ao apontar 3 golos.

Chegou ao Benfica no dia 17 de Dezembro de 1961, mas o primeiro encontro que realizou de águia ao peito foi já no ano seguinte, a 23 de Maio, frente ao Atlético. O Benfica venceu por 4-2 e Eusébio apontou 3 golos. Daí até à despedida decorreriam 14 anos, tendo cumprido o último jogo com a camisola encarnada no dia 18 de Junho de 1975, frente à selecção africana, em Casablanca.

Dotado de uma perfeição técnica e física sem par na história do futebol português, Eusébio acumulou êxitos espectaculares ao longo da sua brilhante carreira. Implacável no assalto à baliza adversária e possuindo um prodigioso índice de finalização, o Pantera Negra, como ficou conhecido graças à sua actuação felina dentro de campo, impunha de forma soberana o seu futebol veloz e elegante, concebendo com espantosa facilidade jogadas de génio, de uma beleza plástica absolutamente invulgar, própria apenas dos predestinados.

Do instinto e da inteligência dos seus pés, nascia com absoluta naturalidade o "futebol-poema": lances mágicos, movimentações plenas de força e de alto calibre técnico, rasgos velozes, dribles fantásticos, remates geométricos, violentos... golos! Muitos golos. Eusébio foi, por isso, a festa e a pura celebração do jogo de futebol. Ao longo da sua carreira, somou um total de 733 golos em 745 jogos. Pelo Benfica, totalizou 715 partidas e 727 golos.

Pela equipa principal, efectou 614 jogos e marcou 638 golos. No Campeonato Nacional, na Taça de Portugal e na Taça dos Campeões Europeus, Eusébio mantém-se no topo da lista dos melhores marcadores de sempre, com 319, 97 e 46 golos, respectivamente. Em Portugal, Eusébio representou ainda o Beira Mar e o União de Tomar. No estrangeiro, jogou no clube canadiano do Metro.

No Benfica conquistou 11 títulos nacionais (60/61, 62/63, 63/64, 64/65, 66/67, 67/68, 68/69, 70/71, 71/72, 72/73 e 74/75), venceu 5 Taças de Portugal (61/62, 63/64, 68/69, 69/70 e 71/72), foi campeão europeu em 61/62 e 3 vezes vice-campeão europeu (62/63, 64/65 e 67/68). Com a camisola das quinas, fez 64 jogos e marcou 41 golos.

Pela selecção da UEFA, alinhou 5 vezes, tendo ainda realizado 2 encontros pela selecção mundial e outros 2 pelo conjunto da FIFA. Em 1966, foi o melhor marcador do Campeonato do Mundo, tendo somado 9 tentos. Foi, ainda, eleito o melhor jogador desta competição, realizada em Inglaterra. No mesmo ano foi-lhe atribuído o prémio de melhor jogador da Europa (Bola de Ouro).

A nível internacional, Eusébio venceu, ainda, por 2 vezes (1967/68, com 43 golos, e 1972/73, com 40 golos) a Bota de Ouro, troféu atribuído ao melhor marcador europeu.

Fonte

domingo, 27 de dezembro de 2009

As expectativas são as melhores

O avançado argentino, Saviola, faz um «balanço positivo» do desempenho da equipa até ao momento e diz que o Benfica tem todas as condições de chegar ao final da época e cumprir com o objectivo de conquistar o título de campeão nacional.

«O balanço é muito positivo. A equipa está muito bem, com confiança e creio que o triunfo ante o FC Porto também nos deu muita felicidade», disse El Conejo em declarações à BenficaTV, mostrando-se consciente de que nada ainda está ganho: «Agora há que desfrutar e saber que há muito caminho para percorrer, mas a equipa está com muita vontade.»

Saviola alimenta o desejo de toda a equipa e espera chegar ao final do ano com o título de campeão nacional: «As expectativas são as melhores, sabendo que formamos um grande grupo. Creio que o melhor que nos pode acontecer é terminar o ano ganhando algum título e, por isso, vamos procurar o que desejamos. Podemos lograr o nosso objectivo no final do campeonato.»

In A Bola

sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

Trapalhadas


Afinal de contas, a entrega de computadores "migalhães" aos alunos do 1.º Ciclo, que iria ter custos zero para o Estado, já está a pesar no bolso dos contribuintes. O programa-bandeira do Governo transformou-se numa trapalhada financeira (mais uma) mas também política.

Boi Barrosão



















Aqui vai ele, o da Figueira..., pastar nos lameiros do Salgueiral.
Que bela cabeça tem este boi barrosão.

De Esquerda ou de Direita

A capa da revista Visão, que recebo semanalmente, à Quarta-feira à tarde (esta semana foi na Terça-feira), traz a imagem de Jesus Cristo e imediatamente do lado esquerdo uma questão pertinente. Pergunta se Jesus é de esquerda ou de direita. Eu, pessoalmente, face às escrituras sagradas contidas na Bíblia, não tenho dúvidas que Jesus Cristo nunca fora de esquerda ou de direita. Mas segundo o teólogo e padre franciscano, Joaquim Carreira das Neves, "se Jesus vivesse hoje era de esquerda, porque andava com os desclassificados e com os marginalizados. Jesus tinha muito apreço pelos que eram mais discriminados e andava sempre ao lado dos mais desfavorecidos" . Concordo com o Padre Carreira das Neves.
Já o líder parlamentar do Bloco de Esquerda, José Manuel Pureza, refere que Deus "pôs-se sempre do lado da transformação - isso é, para mim, suficiente para dizer que de Direita Ele não seria". Aqui, também concordo em absoluto com o líder parlamentar do BE.

Gatos domésticos
















Nada tenho contra os gatos, bem antes pelo contrário, dada a sua utilidade que sempre tiveram ao livrar o homem de roedores. Ainda hoje desempenham um papel importante na economia, ajudando a dominar a população de ratazanas e ratos em quintas, casas, lojas, barcos e armazéns. Mas ultimamente não me deixam dormir. Abespinham-se uns com os outros, na rua, parecendo pessoas a gritar, certamente por causa das gatas que andam com o cio nesta altura do ano.

E viva o Benfica
















O Benfica venceu na Catedral da Luz o FC Porto, por 1-0, com um golo de Saviola, na 14ª jornada da Liga, mas o seu treinador, Jorge Jesus, começou a ganhá-lo no 'banco' ao colega Jesualdo Ferreira.O Benfica foi superior ao FC Porto, desde logo na abordagem ao jogo, pela forma como conseguiu assumir a iniciativa e emprestar profundidade ao seu jogo ofensivo, ao contrário dos portistas incapazes de estender o jogo até à área encarnada.Para tal, Jorge Jesus surpreendeu ao colocar Urreta no onze inicial, por forma a jogar com dois médios-ala bem abertos sobre as alas (Ramires na direita e Urreta na esquerda) que impedissem que um dos laterais encostasse em Saviola para a marcação.Ao fazê-lo, o treinador do Benfica obrigou Jesualdo Ferreira a recuar Fernando para a marcação a Saviola, pelo perigo que este representava e que o desenrolar do jogo veio a confirmar: o argentino foi uma "pedra-chave" no jogo - e não só pelo golo.Com Fernando muito perto dos centrais Rolando e Bruno Alves, e com dois médios de "tracção traseira", em particular Guarín, o FC Porto foi sempre uma equipa sem profundidade atacante, apesar de jogar num sistema de 4x3x3, com Hulk e Cristian Rodriguez abertos nas alas e Falcão desamparado entre os centrais do Benfica.Os tetracampeões nacionais só conseguiam fazer chegar a bola à frente em jogo directo, para os seus três homens do ataque, numa opção fácil de anular para a defesa benfiquista, bem plantada, concentrada e de frente para a bola.

In Expresso

Cabrito assado no forno

Vai não, já lá está! Está assar com batatinhas novas. Ontem, 24, cerca das 10h00, estava em casa a ultimar um expediente relacionado com um delinquente que na Sexta-feira encontrei a "dar milho aos pombos" na Praça do Bocage, aqui em Setúbal, e que trazia enrolado ao pescoço um cachecol do FCP (a casa do FCP é ali mesmo ao lado), quando tocou a campainha da minha humilde e pobre casinha. Pelo vídeo pude observar que se tratava de um velho amigo da caça e das pescarias nas barragens e albufeiras do Alentejo de outros tempos. Perante tão inesperada visita, que me deixou muito satisfeito, nem perguntei quem era. Pressionei imediatamente o dispositivo inerente e abri a porta de acesso ao interior da propriedade.... Minutos depois encontrava-se já o velho e leal companheiro junto da porta de acesso ao interior da habitação, transportando na mão esquerda um cesto de vime recheado e na mão direita um saco térmico também ele atestado até à boca e devidamente fechado. Aquele abraço caloroso e afectuoso que só os verdadeiros amigos sabem dar foi inevitável. E as palavras recíprocas de cordialidade de dois vetustos amigos que em tempos fizeram centenas de quilómetros, de noite e de dia, para lá e para cá, à caça e à pesca, faziam-se ouvir no hall de entrada e sala de convívio da casa, o que levou a futura doutora (ainda tem tanto que penar, coitadinha, não obstante o seus 17 aninhos e ser uma das mais novas e mais brilhantes da faculdade.) acercou-se do pai e do visitante, amigo do peito. Ela própria, por minha indicação, transportou o cesto e o saco, que entregou à mãe, que na ocasião se encontrava na cozinha a dar início aos preparativos do almoço da família. Como já disse, o cesto de vime, recheado, continha diversas lembranças e o saco térmico um valente cabrito, do campo, já preparadinho e pronto a ser depositado no alguidar conjuntamente com os temperos apropriados a dar-lhe o paladar adequado. Neste momento encontra-se no forno, assar, com umas batatinhas que por sinal o "Ti Zé" mandara a esposa entregar ao seu amigo na passada Segunda-feira. E tudo isto faz parte da vida.