segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Fórum GNR



Este fórum, que frequento, com assiduidade, desde Maio de 2007, é um local de saudável convívio e troca de conhecimentos e experiências entre todos quantos, civis ou profissionais da GNR e de outras Forças de Segurança ou instituições militares, aqui pretendem deixar as suas ideias, crenças e/ou convicções exprimidas de forma educada e respeitadora dos demais.

sábado, 27 de setembro de 2008

O "meu" Mosteiro

Aqui entrei já por diversas vezes, onde ajoelhei e rezei como um cristão devoto.
É, sem dúvida, um mosteiro que vale a pena vistitar.

VINDIMAS


Na terra que me viu nascer, procede-se agora às vindimas. É tempo de colher os bons e apreciados vinhos da região. Que saudades em tenho das aldeias tradicionais, da montanha, das áreas de lazer junto aos rios e da natureza em comunhão com a devoção, ouvindo o segredar das águas que rasgam ribeiros e outrora moveram moinhos.

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Mais uma vítima


O senhorio do Dr. Vale e Azevedo, em Londres, acusa-o de lhe dever mais de um ano de rendas, no valor de 416 mil euros desde 2007. O devedor justifica-se dizendo existirem problemas com a moradia, como fugas de água e problemas de canalização, que o proprietário já deveria ter resolvido.
Não tarda nada em que o senhorio ainda vai ter de indemnizar o inquilino. Este Vale e Azevedo por donde passa faz sempre vítimas.

A máfia das favelas



O Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) desenvolveu uma acção no sentido de identificar brasileiros, em situação ilegal, com cadastro, que vêm de favelas do Brasil e se agrupam no Distrito de Setúbal, ou seja na margem Sul do Tejo.

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Encerramento dos núcleos de investigação criminal da GNR


A reestruturação da GNR, que prevê o encerramento dos núcleos de investigação criminal está a causar algum mal-estar entre os militares. As diversas valências deverão ser agrupadas nas sedes dos destacamentos, que ficam com todas as competências até agora repartidas.
O
CM sabe que a reestruturação implicará acabar ainda com os núcleos de investigação dos crimes de Droga (NIC-D), Núcleo Mulher e Menor (NMUME), Núcleo de Tratamento de Informação Criminal e Núcleo de Análise. Nos dois primeiros casos, os militares que se especializaram nestas áreas passarão para um único Núcleo de Investigação Criminal (NIC). Segundo fontes contactadas pelo CM, a reestruturação é vista com desagrado.
Num documento interno, enviado para o Comando-Geral, o responsável pela chefia da investigação criminal, tenente-coronel Albano Pereira, faz duras críticas ao grupo de trabalho responsávelpelas mudanças. "Pelos recentes contactos sobre este assunto [...], é possível concluir que a proposta da CIC (Chefia de Investigação Criminal) nem sequer foi lida pelos responsáveis pela coordenação do Grupo de Trabalho (GT)."

O mesmo responsável denuncia ainda:"Há um quadro de intenções e de decisões já aparentemente tomadas, discordantes com os princípios organizativos e que levarão, afinal, a uma estrutura completamente diferente da actual."
Segundo aquele oficial, a reestruturação vai acabar com alguns dos princípios fundamentais da actual investigação criminal. Designadamente, a área operativa, criminalística, análise e informação criminal , bem como a especialização.
Outras fontes da GNR garantem que a reestruturação implica um "conflito entre investigadores". "Até aqui, por exemplo, os NIC investigavam roubos e furtos, deixando os processos de droga e violência doméstica para o NIC-D e NMUNE com equipas especializadas", explica outra fonte.

RISCO DE DUPLICAÇÃO DA INVESTIGAÇÃO

A implementação do projecto deste grupo de trabalho poderá implicar uma duplicação da investigação, uma vez que deixará de haver tratamento de informação, uma peça fundamental para o sucesso do esclarecimento de crimes como furto ou roubo. "Vamos ser uma espécie de médicos de clínica geral. Vamos investigar tudo, mas sem estarmos especializados. Perdemos toda uma metodologia de trabalho, sem que obtenhamos qualquer benefício para a investigação", explica uma fonte.
Estas alterações mantêm apenas equipas de vigilância, que em determinados Grupos Territoriais já existem. São as denominadas de Núcleo de Apoio Operativo mas que estarão sediadas nas capitais de distrito. A aposta será a detenção em flagrante delito.

OFICIAL CRITICA ABERTAMENTE A REESTRUTURAÇÃO

O documento assinado pelo tenente-coronel Albano Pereira foi enviado para todos os postos e é bastante crítico. "A situação, independentemente da que vier a ser consolidada, tende a ser perturbadora das funcionalidades idealizadas, da obtenção dos objectivos estabelecidos e das motivações dos militares sem que seja perceptível quais as razões de tão profundas alterações, tanto mais que as sucessivas tomadas de posição do Governo [...] sobre a reorganização da Investigação Criminal [...], encetada a partir de 2002, foram do reconhecimento e do elogio", afirma o oficial.

Casas vendidas a preços de saldo


Pelo jornal CM ficamos a saber que em Portugal já há casas a preços de saldo.
A compra de casas em leilão, a preços mais baixos do que os do mercado, é a preferência de cada vez mais portugueses. O décimo leilão da Euro Estates este ano, que decorreu ontem em Lisboa, foi dos mais concorridos, quer em número de participantes quer nos lances de licitação, razão pela qual a maioria das casas foi arrematada por valores muito superiores aos dos de entrada na praça.

domingo, 21 de setembro de 2008

Frase do século


«Os políticos e as fraldas devem ser mudados frequentemente e pela mesma razão.»
Eça de Queiroz

sábado, 20 de setembro de 2008

O génio

José Sócrates é um génio, combate o desemprego obrigando os portugueses a emigrar.
Podemos ter orgulho no nosso Primeiro-ministro.

Mortes superaram nascimentos em Portugal



Pela primeira vez em 90 anos, o número de mortes registadas em Portugal foi superior aos nascimentos, segundo os indicadores demográficos relativos a 2007 divulgados esta quinta-feira pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), noticia a Lusa.
No ano passado morreram em Portugal 103.512 pessoas, enquanto o número de nascimentos não foi além dos 102.492, dados que traduzem um saldo natural negativo, na ordem dos 0,01 por cento.
As estatísticas confirmam o abrandamento do crescimento populacional e a tendência de envelhecimento demográfico, já que diminuiu, mais uma vez, o número de nados vivos (menos 2.957 do que em 2006), aumentando o número de óbitos (mais 1.522).
Imigrantes impendem taxa negativa

De acordo com o INE, a taxa de crescimento efectivo fixou-se nos 0,17 por cento, só não sendo negativa devido ao ligeiro aumento da população imigrante no país, que no ano passado cresceu 0,18 por cento.
Até agora, só uma vez, em 1918, coincidindo com a gripe espanhola, o número de mortes registadas em Portugal tinha sido superior ao de nascimentos.
No total, no final de 2007 residiam em Portugal 10.617.575, dos quais 446.333 imigrantes legais. Entre os residentes, 15,3 por cento eram jovens com menos de 15 anos e 17,4 por cento idosos com mais de 65.
«A população residente em Portugal tem vindo a denotar um continuado envelhecimento demográfico, como resultado do declínio da fecundidade e do aumento da longevidade», salienta o INE.

1,33 filhos por mulher

O índice de fecundidade foi de 1,33 crianças por mulher, face a 1,36 registado no ano anterior e muito longe das 2,1 necessárias para assegurar a substituição de gerações. Já a idade média da mulher ao primeiro filho aumentou ligeiramente, fixando-se nos 28,2 anos.
A diminuir está também o número de casamentos: no ano passado, foram celebradas 46.329 cerimónias, menos 1.528 do que em 2006.
Já os divórcios continuam a aumentar, tendo sido decretados 25.255, mais 1.320 do que no ano anterior. Em média, os casais que pediram o divórcio estavam casados há 14 anos.

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Portugal está cada vez mais envelhecido


A demografia portuguesa continua a ter uma evolução «preocupante» nos últimos 30 anos e, se nada for feito, a idade média da população continuará a subir linearmente cerca de um ano em cada cinco anos.
Esta é a conclusão de um estudo de projecção demográfica elaborado pela Associação Portuguesa de Famílias Numerosas (APFN), que será divulgado a 27 de Setembro no seminário intitulado «Inverno demográfico: o problema. Que respostas?», a realizar na Assembleia da República.
Em declarações à agência Lusa, Fernando Ribeiro e Castro, presidente da Associação, recorda que a população portuguesa continua a envelhecer a um ritmo «mais do que preocupante», sublinhando que está na «hora de o Governo tomar medidas para inverter esta tendência sob pena de irmos pagar um preço muito alto no futuro próximo».
Para a Associação Portuguesa de Famílias Numerosas, o envelhecimento da população pode ser travado através de uma política que permita às famílias terem os filhos que desejam sem que por isso sejam penalizados, o que levará a que o Índice Sintético de Fertilidade (número médio de filhos por mulher em idade fértil) seja de 2.1, um valor igual ao número médio de filhos desejados.
Caso o Índice Sintético de Fertilidade se mantenha constante, a situação demográfica agravar-se-á ainda mais, elevando bastante a já grande desproporção entre idosos relativamente a jovens e pessoas em idade activa.
Segundo a Associação Portuguesa de Famílias Numerosas, o Índice de Dependência de Idosos (número de idosos por cada 100 pessoas em idade activa) atinge, segundo o estudo da associação, um máximo de 48 em 2050.
Para Fernando Ribeiro e Castro, esta situação resulta de «30 anos de distracção dos sucessivos portugueses» que «nunca admitiram haver problemas sérios a nível demográfico para resolver em Portugal».

«Governo promove o divórcio»

Outro problema reside no facto de Portugal continuar a promover o divórcio - «de que é exemplo acabado a última proposta de lei do Governo de Sócrates» - em detrimento da promoção da «estabilidade do casamento e dos casais».
De entre as medidas «aberrantes» existentes em Portugal, Fernando Ribeiro e Castro citou o facto de em sede de IRS um divorciado poder descontar até 6.000 euros por cada filho a cargo, o que é inadmissível».
Fernando Ribeiro e Castro defende assim que o Governo português deve considerar «o terceiro filho ou o de ordem superior (acima do terceiro) uma riqueza nacional» porquanto é ele que «vai suportar as reformas no futuro».
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quinta-feira, 18 de setembro de 2008

Grande mulher

Uma mulher, de 50 anos de idade, proprietária de um snack-bar, em Vila Real de Santo António, teve um acto que, na cidade, é merecedor dos maiores elogios, embora haja quem o apelide de temerário. Dois amigos do alheio, encapuzados, armados com pistolas, ameaçaram-na e ao marido, exigindo-lhes todo o dinheiro da caixa. O marido da senhora, funcionário de uma agência funerária, agarrou-se a um dos assaltantes, tentando tirar-lhe a pistola, enquanto o outro se dirigia para a caixa registadora.
"Vi o meu marido em perigo, fui buscar o balde da esfregona, que estava cheio de lixívia e detergente e atirei o líquido à cara do indivíduo que lutava com o meu marido", explica Isaura Afonso, que não parou quando viu o assaltante ficar aflito dos olhos. "Dei-lhe tantas com o balde, que não teve outro remédio senão largar o meu marido e fugir do local, apontando a pistola aos poucos transeuntes que surgiram."
O cúmplice, um indivíduo igualmente jovem, branco e falando português, ao ver a comerciante dirigir-se, furiosa, na sua direcção de balde em punho, optou por tirar meia dúzia de trocos da caixa, no valor de cerca de 30 euros, e fugir igualmente.
"Montou numa bicicleta que estava na rua e fugiu rapidamente", explica Isaura Afonso, que confidencia só ter ficado assustada depois, quando "caí em mim e vi o perigo que eu e o meu marido corremos ao enfrentar bandidos armados", confessa.
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Qualificações - Novas Oportunidades


O Portugal, país de especialistas!...

- Especialista de Fluxos de Distribuição ( paquete);
- Supervisora Geral de Bem-Estar, Higiene e Saúde ( mulher da limpeza );
- Coordenador de Fluxos de Entradas e Saídas ( porteiro);
- Coordenador de Movimentações e Vigilância Nocturna ( segurança);
- Distribuidor de Recursos Humanos ( motorista de autocarro );
- Especialista em Logística de Combustíveis ( empregado da bomba de gasolina);
- Assessor de Engenharia Civil (trolha);
- Consultor Especialista em Logística Alimentar ( empregado de mesa );
- Técnico de Limpeza e Saneamento de Vias Públicas ( varredor );
- Técnica Conselheira de Assuntos Gerais ( cartomante/taróloga );
- Técnica Especialista em Terapia Masculina ( prostituta );
- Técnica Especialista em Terapia Masculina Sénior ( prostituta de luxo );
- Especialista em Logística de Produtos Químico-Farmacêuticos (traficante de droga )
- Técnico de Marketing Direccionado ( vigarista );
- Coordenador de Fluxos de Artigos ( receptor de artigos roubados );
- Técnico Superior de Distribuição de Artigos Pessoais (carteirista);
- Técnico de Redistribuição de Rendimentos ( ladrão );
- Técnico Superior Especialista de Assuntos Específicos Não Especializados ( político);

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Jovem roubado por trio








Um jovem de 15 anos foi, anteontem às 16h20, violentamente agredido por um trio de assaltantes, encapuzados e armados de caçadeira, que tentavam assaltar uma sucata, na freguesia de Martim, em Barcelos. O adolescente, filho do proprietário, com várias escoriações e hematomas teve de receber tratamento hospitalar.
Na mesma tarde, as autoridades policiais registaram mais dois assaltos violentos na Região Norte, no intervalo de duas horas e meia, ambos em Vila do Conde e com as mesmas características. Um grupo de três assaltantes armados, vestidos de negro e encapuzados, assaltaram uma bomba de gasolina e um supermercado. Apesar da descrição das características dos carros usados variarem, em cada caso, está a ser investigada uma possível ligação entre as três situações.
No primeiro assalto na sucata Império dos Utensílios, no lugar de Martim de Além, uma familiar do jovem agredido descreve um cenário de grande violência na acção dos assaltantes.
"Entraram a gritar que queriam dinheiro. Dirigiram-se ao rapaz e como não havia dinheiro em caixa eles tornaram-se violentos. Bateram no menino com muita força e ainda estragaram um computador e um telefone ", relatou ao CM a testemunha. No momento das agressões estavam no local para além da vítima, mais duas pessoas.
Apesar da agressividade do assalto, levaram só dois telemóveis.
Uma hora e dez minutos depois em Canidelo, Vila do Conde, também um trio armado, que se presume ser o mesmo, levou todo o dinheiro da gasolineira Total. Os assaltantes apontaram uma caçadeira de canos serrados ao proprietário e fugiram num Ford Fiesta vermelho. O último roubo ocorreu num supermercado em Touguinha. No fim-de-semana passado ocorreram dois assaltos a gasolineiras em outras freguesias de Vila do Conde.

PORMENORES
DUAS HORAS E MEIA


Os três casos em Barcelos e Vila do Conde ocorreram em apenas duas horas e meia.

HONDA CIVIC

No assalto à sucata em Barcelos, o trio fugiu num Honda Civic de

cor branca.

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terça-feira, 16 de setembro de 2008

Abusou de sobrinha durante cinco anos

Durante cinco anos, um operário fabril de 39 anos abusou sexualmente de uma sobrinha de sete anos, uma a duas vezes por semana, tendo chegado a filmar os actos sexuais. O crime foi descoberto pela mãe da menina e chega hoje a julgamento, no Tribunal da Marinha Grande, estando o alegado pedófilo acusado de um crime de violação agravada na forma continuada. A vítima, que tem 18 anos, reside na Suíça com a mãe, quetambém terá sido abusada pelo arguido – seu irmão – quando tinha apenas 11 anos.
Os abusos ocorreram de 1996 a 2001 – entre os 7 e os 11 anos da vítima – em casa do arguido, dos pais e da irmã (mãe da vítima) dele, durante a noite ou sempre que a menina se encontrava sozinha. Segundo a Acusação, por 'diversas e repetidas vezes – em média uma a duas vezes por semana – o arguido manteve com a sobrinha contactos de natureza sexual, que consistiam em carícias nos seios, nádegas e zona vaginal, beijos no rosto e no corpo e relações sexuais traduzidas em coito vaginal e oral'.
Algumas vezes, foi buscar a sobrinha a um café que era explorado pelos pais, dizendo que iam dar um passeio, o qual terminava com novos abusos. Noutras ocasiões, usou a sua câmara para filmar a sobrinha despida, a acariciar-se e a ser abusada por ele. Também lhe mostrou filmes pornográficos, enquanto a molestava. A menina protestava, chorava e queixava-se de dores, mas o arguido dizia-lhe que 'matava a sua mãe se se opusesse ou contasse a alguém'. As sevícias só terminaram quando ela teve a primeira menstruação.

PEDÓFILO VINGA-SE NA IRMÃ

Os abusos só foram descobertos em Novembro de 2003. A mãe da vítima e irmã do alegado pedófilo estava a discutir com a filha quando ela lhe contou os factos que, por vergonha e medo, escondera todos aqueles anos. Os abusos deixaram-lhe marcas profundas que se prolongaram por longos anos, em que teve mau aproveitamento escolar, era agressiva e hostil com os outros e por várias vezes, se automutilou. Foi apresentada queixa às autoridades suíças, a menina fez exames médicos e recebeu apoio psicológico, sendo o processo encaminhado para o Tribunal da Marinha Grande, para julgamento. Após a denúncia, o alegado pedófilo apresentou uma queixa, nomeadamente contra a irmã e uma amiga dela, que agora enfrentam uma acusação de ofensa à integridade física e de injúrias. O julgamento esteve marcado para a semana passada, também no Tribunal da Marinha Grande, mas foi adiado para Novembro, dada a 'conveniência' em aguardar a decisão do processo de abuso sexual.

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Padre assaltado e agredido


O pároco de Arcos de Valdevez apresentou na segunda-feira uma queixa na GNR contra dois indivíduos que assaltaram a sua residência encapuzados e armados, agredindo-o e provocando-lhe ferimentos na cana do nariz, após o que lhe roubaram 200 euros.
Segundo o padre João Gomes, de 74 anos de idade, o assalto deu-se pelas 20h30 de sexta-feira, quando os indivíduos bateram à porta e entraram à força no interior da habitação, ameaçando-o, à sua irmã e a outro sacerdote que se encvontrava igualmente no local. Os assaltantes estavam encapuzados e munidos de uma faca.
Os assaltantes levaram cerca de 200 euros, roubando dinheiro que a irmã tinha na bolsa e o motante referente às missas que tinha celebrado nesse dia.


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Polícia mata-se com nova arma

Um agente da PSP, de 26 anos, pôs anteontem termo à vida com um tiro disparado com a pistola de serviço, a nova Glock 19, entregue no início deste mês. Motivos passionais terão estado na origem do suicídio de António Estanqueiro, que prestava serviço na Divisão CP/Metro do Comando Metropolitano de Lisboa, na zona de Queluz. O acto foi cometido na cidade de Évora, num local pouco movimentado.
Segundo o que o
CM apurou, problemas recentes com a namorada – uma estudante da Universidade de Évora – poderão ter motivado o acto do agente. Colegas de trabalho refereriram não encontrar razão para o jovem agente, na PSP há dois anos, pôr termo à vida. É o segundo caso verificado nesta força desde o começo do ano. O outro, foi registado no Porto.
Amigos da vítima acrescentaram, ainda, que o agente sofria de problemas de estabilidade emocional desde que esteve envolvido num acidente de viação com mortos, ocorrido no Baixo Alentejo.
António Estanqueiro, natural de Safara, concelho de Moura, foi visto, minutos antes das 20h00 de domingo, sentado debaixo de uma árvore no parque de estacionamento das piscinas da Aminata. Pouco depois estava deitado no chão, apresentando sinais de ter sido atingido por baixo do queixo. A arma de serviço estava no chão, junto ao corpo. A PJ foi chamada, mas o suicídio foi confirmado no local. O corpo foi transportado para a morgue de Évora e entregue ontem à família.

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Menos dois mil presos e mais crime violento


Mais crime e menos presos. Este é o principal balanço das alterações penais que entraram em vigor há um ano. No primeiro dia foram soltos 115 reclusos, mas ao longo dos últimos 12 meses a diminuição da população prisional foi muito superior: menos 2038 presos, a maior queda de sempre acompanhada por uma onda de criminalidade sem precedentes.
"Claramente há mais crimes, de todos os tipos, bem como há menos presos. Quem disser o contrário mente", afirma Carlos Anjos, inspector da Polícia Judiciária, que classifica como "terríveis" as mudanças levadas a cabo no regime da prisão preventiva, as dificuldades colocadas à detenção fora de flagrante delito e o encurtamento dos prazos do segredo de justiça. "O sinal de brandura que o Governo deu é um dos factores responsáveis pela onda de criminalidade que o País atravessa", acrescenta Rui Rangel, presidente da Associação dos Juízes pela Cidadania, convidando o Governo a estudar e revelar "se os crimes que estão a ser cometidos não o foram por pessoas colocadas em liberdade na sequência da reforma".
"É a realidade fria dos números", adianta António Martins, presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses, que faz um "balanço negativo" do primeiro ano após as alterações penais: o Código de Processo Penal é o principal alvo de críticas. "Inquestionavelmente há mais crimes e menos presos", diz também o juiz.
Já o procurador António Cluny, presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, realça que além da sensação de que há mais crime há ""fundamentalmente a sensação de que há mais crime grave e violento". " Quanto aos presos, as estatísticas falam por si", limita-se a constatar.

O QUE MUDOU
PRISÃO PREVENTIVA


Reduzido o número de crimes que permitem a preventiva e encurtados os prazos desta medida de coacção.

FLAGRANTE DELITO

A detenção fora de flagrante delito só pode ser levada a cabo quando houver fundadas razões para crer que o visado não se apresentará espontaneamente.

RECUSA

Alberto Costa, ministro da Justiça, recusa avançar com alterações ao Código de Processo Penal, alegando que o Observatório da Justiça está a monitorizar as novas leis penais. Costa admite que prender menos foi uma opção política.

REFORMA COM MARCA CASA PIA

Duas das alterações polémicas da última revisão penal são a proibição de publicação de escutas telefónicas, mesmo quando o processo já não está em segredo de justiça, e a aplicação da figura do crime continuado nos crimes contra as pessoas. A ‘paternidade’ das novas normas nunca foi assumida e tal facto levou a que as novas leis penais fossem associadas ao processo Casa Pia, tendo ainda em conta outras alterações como a limitação do tempo dos interrogatórios e novas regras para os reconhecimentos.

REACÇÕES
"O BALANÇO É NEGATIVO E CATASTRÓFICO" (Rui Rangel, Juiz)

"O balanço das reformas é negativo e catas, principalmente naquilo que tem a ver com os mecanismos da prisão preventiva. A nível da prisão preventiva houve um laxismo da parte do legislador, dando um voto de confiança aos criminosos."

"AS CONSEQUÊNCIAS SÃO NEGATIVAS" (António Martins, Juiz)

"É preocupante o facto de o Governo não ter capacidade para perceber as consequências negativas das reformas penais, ou não querer ver os problemas gerados, para não ter de admitir o erro das alterações feitas. É um balanço negativo."

"O RESULTADO É DECEPCIONANTE" (António Cluny, Procurador)

"Como era previsível, dada a insuficiente fundamentação e estudo criminológico das mesmas, o resultado das alterações penais é, em geral, decepcionante. Pelo menos do ponto de vista da aplicação de uma melhor Justiça."

"INVESTIGAÇÃO COMPLEXA DIFICULTADA" (Carlos Anjos, Inspector)

"A investigação complexa foi dificultada pelos novos prazos do segredo de justiça. Só podem ter sido concebidos tais prazos por desconhecimento do que é uma investigação ou para impedir que a mesma se efectue."

EXIGIDAS MUDANÇAS NA PRISÃO E NO SEGREDO

Os prazos do segredo de justiça e os pressupostos que permitem a aplicação da prisão preventiva são as alterações mais urgentes defendidas por magistrados e investigadores.
As mudanças no segredo começaram a ser sugeridas pelo procurador-geral da República logo após a entrada em vigor do Código de Processo Penal – mas o ministro recusou mexer nas leis. Pinto Monteiro reforçou o alerta afirmando que, a manterem-se os prazos actualmente previstos, "os crimes económicos correm todos risco", mas Alberto Costa insiste no braço-de-ferro.
Já a recente onda de criminalidade acentuou as críticas ao regime da preventiva, cuja alteração é unanimemente defendida, assim como o artigo 15º da Lei de Política Criminal , segundo o qual o MP deve promover a aplicação de medidas alternativas à prisão.

SONDAGEM: PORTUGUESES CULPAM DESEMPREGO

Os portugueses estão mais inseguros e atribuem a onda de crime violento ao desemprego, à crise económica e aos estrangeiros, revela uma sondagem Correio da Manhã/Aximage realizada na última semana.
O resultado do inquérito não deixa dúvidas: a esmagadora maioria dos portugueses, 81,4 por cento, considera que a segurança está pior, uma percentagem muito mais elevada do que a registada há um ano, período anterior à entrada em vigor das novas leis penais e à onda de crimes – em Setembro de 2007 apenas 55 por cento tinha esta opinião.
A sondagem CM/Aximage revela ainda outro dado em relação ao sentimento de insegurança: aumentou substancialmente e o número de pessoas que se sentem inseguras mais do que duplicou nos últimos 12 meses, passando de 32,1 para 70,5 por cento.
Quanto às principais causas do crescimento do crime violento, que mais de sessenta por cento dos inquiridos acredita que vai aumentar, o desemprego foi a resposta mais apontada, por 35 por cento dos inquiridos, independentemente da cor política, escolaridade, idade ou local de residência. À falta de emprego segue-se a crise económica e os estrangeiros.

SONDAGEM SOBRE SEGURANÇA:

Na sua opinião, em relação aos últimos 12 meses, como acha que está a segurança?
Melhor: 4,3% (Setembro 2007) / 5,9% (Março 2008) / 3,8% (Setembro 2008)
Igual: 38,2% (Setembro 2007) / 23,1% (Março 2008) / 14,2% (Setembro 2008)
Pior: 55,5% (Setembro 2007) / 69,8% (Março 2008) / 81,4% (Setembro 2008)
Sem opinião: 2,1% (Setembro 2007) / 1,1% (Março 2008) / 0,6% (Setembro 2008)
Diga-me, qual acha que é a causa principal do aumento do crime violento?
Desemprego: 35,8%
Crise económica: 19,7%
Estrangeiros: 14%
Desautorização das Forças Policiais: 8,7%
Poucos efectivos: 4,8%
Crime organizado: 4,1%
Justiça ineficiente: 3,5%
Falta de civismo: 2%
Outras respostas: 0,9%
Sem opinião: 6,4%

O que pensa que vai acontecer no futuro em relação aos assaltos e crimes?

Aumentar: 62,6%
Manter-se: 18,8%
Diminuir: 14%
Sem opinião: 4,6%

FICHA TÉCNICA

Universo: Indivíduos inscritos nos cadernos eleitorais em Portugal com telefone fixo no lar ou possuidores de telemóvel.
Amostra: Aleatória e estratificada (região, habitat, sexo, idade, escolaridade, actividade e voto legislativo), representativa do universo e foi extraída de um subuniverso obtido de forma idêntica. A amostra teve 578 entrevistas efectivas, das quais 308 a mulheres. A proporcionalidade pelas variáveis de estratificação é obtida após reequilibragem amostral.
Técnica: Entrevista telefónica por CATI (Computer Assisted Telephonic Interview)
Trabalho de campo: Decorreu entre os dias 8 e 10 de Setembro de 2008
Erro probabilístico: Para o total de uma amostra aleatória simples com 578 entrevistas, o desvio-padrão máximo de uma proporção é 0,021 (ou seja, uma 'margem de erro' - a 95% - de 4,08%)
Taxa de resposta: 73,6%
Responsabilidade do estudo: Aximage Comunicação e Imagem Lda., sob a direcção técnica de Jorge de Sá e João Queiroz

"DERAM SINAIS DE LAXISMO" (Euclides Dâmaso, Director do DIAP de Coimbra)

Correio da Manhã – Que balanço faz do primeiro ano decorrido sobre as alterações aos códigos Penal e de Processo Penal?
Euclides Dâmaso – Pese embora a debilidade das estatísticas, o balanço é claramente negativo.
– Concorda que o País está menos seguro e que o crime violento aumentou?
– No último ano registou-se, um pouco por todo o País, um aumento do crime violento, especialmente com armas de fogo.
– Que razões encontra para o visível aumento do crime violento?
– As causas são várias e passam também pela globalização, pela crise económica e pelas deficientes políticas em matéria de imigração e de urbanismo. Mas, a coroar tudo isso, é incontornável a brandura da reforma penal de Setembro do ano passado. Foi um mau sinal dado à comunidade pelo poder legislativo, em claro contraciclo com as tendências europeias.
– Que alterações penais considera serem mais urgentes e o que é que mudava?
– Mudava as regras do segredo/publicidade da investigação, desburocratizava o inquérito e revogava os sinais patológicos de laxismo em matérias de medidas de coacção e de sanções penais que foram instituídas em 2007, além do mais, da lei de política criminal, especialmente no seu artigo décimo quinto. Sem nunca me esquecer da corrupção que, sem sangue visível, sangra o País.

MINISTRO MUDA LEI DAS ARMAS

O Governo aprovou uma alteração à Lei das Armas para que "em todos os crimes cometidos com armas seja aplicável a prisão preventiva sem qualquer dúvida interpretativa".
A medida foi anunciada pelo ministro da Administração Interna, Rui Pereira, em resposta à onda de crime. Recorde-se que foi também Rui Pereira quem coordenou a Unidade de Missão para a Reforma Penal, levada a cabo em Setembro do ano passado.

BALEADA TEM MEDO DE IR A CASA

Na madrugada de ontem, horas depois de Helena Custódio, de 38 anos, ter sido baleada de raspão no pescoço durante um assalto ao cabeleireiro Fernando Almeida, na Cotovia, a GNR de Sesimbra montou uma operação de combate ao crime. Foram detidas dez pessoas entre a 01h00 e as 06h00 – nenhuma é autora do assalto.
Depois do susto, Helena foi dormir a casa de familiares com os dois filhos, de nove e 12 anos, e não vai regressar a casa tão cedo.
"Como também lhe roubaram a chave de casa ela tem medo de ficar sozinha com os miúdos", conta ao Correio da Manhã Vítor, cunhado da vítima.
No Hospital Garcia de Orta, em Almada, Helena fez um curativo à queimadura provocada pela bala e tomou dois calmantes, que segundo Vítor não fizeram efeito. Regressou depois ao local do crime para dizer à PJ de Setúbal o que vira e que ouvira o assaltante falar com sotaque brasileiro.
Helena espera agora que lhe mudem as fechaduras do automóvel – os ladrões levaram-lhe as chaves – e de casa, no Zambujal, para poder regressar.

NOVAS LEIS PENAIS
CÓDIGOS: UM ANO DE MUDANÇA

As alterações ao Código Penal e ao Código de Processo Penal entraram em vigor há um ano, a um sábado. A primeira consequência da revisão penal foi a libertação de 115 reclusos.
MORAGDO: "SINAL DE BRANDURA"
A procuradora Maria José Morgado, que coordena o Departamento de Investigação e Acção Penal de Lisboa, afirmou esta semana que as novas leis deram um "sinal de brandura".

PROCESSO: 'FURACÃO' EM RISCO

A maior investigação ao branqueamento de capitais em Portugal, a ‘Operação Furacão’, corre o risco de acabar na gaveta depois de o Tribunal da Relação ter levantado o segredo de justiça.

CDS: NÃO SÃO ESTRANGEIROS

Dos 14 por cento dos inquiridos que apontaram os estrangeiros como uma das causas do aumento do crime nenhum tinha votado no CDS-PP nas últimas Legislativas.

BLOCO: CRISE ECONÓMICA

A maior parte das pessoas que responsabilizam a crise económica pela violência votou no Bloco de Esquerda nas Legislativas de 2005, seguidos pelos eleitores do PSD.

MEDIA: ACTUAÇÃO POSITIVA

A maioria dos inquiridos, 50,3%, considera que a Comunicação Social está a actuar bem ao divulgar as muitas notícias sobre o crime violento.

CAUSAS: JUSTIÇA E CIVISMO

A falta de civismo e a ineficiência da Justiça são as causas menos apontadas para justificar a onda de crime. A falta de meios e desautorização das polícias são também assinaladas.

CDU: AUMENTO DO CRIME

Dos 62 por cento que acredita que a onda de assaltos e crimes graves vai aumentar, 80 por cento são eleitores da CDU. Os que menos deram esta resposta são do CDS-PP.

In CM, 15/9

sábado, 13 de setembro de 2008

Docentes vítimas de alunos e país


Pelo menos 190 professores foram vítimas de alunos e encarregados de educação no último ano lectivo. Segundo João Grancho, presidente da Associação Nacional de Professores e responsável da Linha SOS Professor, os docentes que contactaram a linha são alvo de agressões, ameaças, indisciplina e comportamentos delinquentes. Para as vítimas, que têm entre 20 e 69 anos, o dia de hoje, em que recomeçam as aulas em algumas escolas, é também de regresso ao local do crime.

Os números agora revelados são idênticos aos que o Observatório para a Segurança Escolar registou no ano lectivo anterior (2006/07), período em que se verificaram 185 agressões a professores. João Grancho destacou, em declarações ao CM, o facto de as queixas por agressão terem diminuído, uma vez que os docentes "agora já se queixam mais vezes directamente nas escolas ou junto das autoridades". Estes dados parecem indicar que as palavras do procurador-geral da República, Pinto Monteiro, surtiram efeito, quando aconselhou os docentes a fazerem queixa às autoridades sempre que fossem alvo de agressão.

Segundo a psicóloga Joana do Carmo, não existe um perfil do docente vítima de agressão. A idade, os anos de ensino ou o grau em que se lecciona contam pouco. As mulheres são mais vezes alvo de agressões, que deixam marcas profundas. A vítima vive "constantemente angustiada" com a ideia de poder encontrar o agressor. Muitas vezes o professor agredido sente "tremores e sensações de desmaio quando se aproxima do recinto da escola, não conseguindo ir sozinho ao local".

Foram também ontem revelados números da PSP que apontam para um aumento de 40 por cento nos crimes de ofensa à integridade física no exterior das escolas no último ano lectivo. No total, foram registados três mil crimes, 40 por cento dos quais na Grande Lisboa e 24 por cento no Grande Porto. A PSP revelou ainda que "os roubos no perímetro exterior das escolas diminuíram 17 por cento e os furtos estabilizaram". Refira-se que o programa Escola Segura envolve 328 agentes da PSP.

NOVO ANO ENCARADO COM RECEIO

Apreensão. É com este estado de espírito que João Dias da Silva, líder da FNE, encara o ano lectivo que hoje arranca.
"Temos um conjunto de receios, em especial quanto ao impacto da avaliação do desempenho dos professores, excessivamente burocrático e que vai suscitar o aparecimento de relações pessoais degradadas nas escolas", disse ao CM. O responsável frisa que "os avaliadores são pessoas com percursos idênticos aos dos que vão ser avaliados e por isso não são reconhecidos por estes". O líder sindical defende ainda que é preciso haver "turmas mais reduzidas e espaços adequados para o trabalho experimental, como laboratórios e oficinas". E exigiu a criação de "equipas multidisciplinares para acompanhar alunos com problemas de aprendizagem".

TURMAS AINDA SÃO PEQUENAS

Portugal é dos países da OCDE com as turmas mais pequenas. De acordo com o relatório ‘Education at a Glance 2008’, as turmas tinham em média 19 alunos em 2006, abaixo da média da OCDE (21,5). Em consequência, Portugal ocupa o 28º entre 33 países no rácio de estudantes por professor no Básico (8,1) e o 32º lugar no Secundário (8 alunos por docente). No investimento na Educação está em 22º lugar.

"MUDANÇAS SÃO ACEITES"

O primeiro-ministro José Sócrates afirmou ontem que a redução de reprovações no último ano lectivo, que atingiram o nível mais baixo da última década, se ficou a dever "às mudanças políticas que melhoraram a eficiência das escolas". "Muitas mudanças foram recebidas com desconfiança e incompreensão mas agora já são aceites e a escola e os professores são olhados com mais consideração social", afirmou Sócrates, presente num encontro do Conselho de Escolas, juntamente com a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues. Sócrates voltou a sublinhar que a Educação é a prioridade do Governo. "O sucesso económico do nosso país está fortemente ligado ao sucesso escolar", defendeu

MAIS DADOS
FALTA QUALIFICAÇÃO


Cerca de 60 por cento da mão--de-obra em Portugal não tem qualquer formação específica. Apenas a Turquia, segundo a OCDE, tem um registo pior.

7028 OCORRÊNCIAS

Os últimos dados do Observatório da Segurança em Meio Escolar, relativos a 2006/07, indicam o registo de 7028 ocorrências, das quais 3533 no interior das escolas.

TELEMÓVEIS

O furto de telemóveis é o mais comum nas escolas, seguido dos furtos de dinheiro e de material audiovisual, como leitores de CD e de MP3.

APOIO SOCIAL PARA 700 MIL

Refeições gratuitas, desconto de 50 por cento nos passes sociais, apoio financeiro na compra de manuais e material escolar, computadores de graça ou com grandes descontos: no ano lectivo que hoje arranca o Governo promete um reforço significativo nas ajudas às famílias mais carenciadas, passando a apoiar 700 mil alunos, cerca de meio milhão a mais em relação ao último ano.
"Não há memória de um alargamento tão grande na Acção Social Escolar", sublinha a ministra Maria de Lurdes Rodrigues, que afectou cerca de 73 milhões de euros do orçamento do Ministério da Educação (ME) para concretizar estas medidas. Com as alterações introduzidas, para além dos alunos do Ensino Básico também os do Secundário (10º, 11º e 12º anos) passam a ser abrangidos pelas ajudas.

"As pessoas que precisam, que sofrem mais, nunca tiveram tanta protecção como agora", reforça Rui Nunes, assessor do ME, frisando que o facto de ser o abono de família a determinar o escalão do aluno garante que "as ajudas vão mesmo para quem precisa".
Os alunos oriundos de famílias mais carenciadas, que irão integrar o escalão A, serão cerca de 400 mil, de acordo com as previsões do Governo. Terão direito a refeições grátis e a apoios que vão dos 95 aos 140 euros na compra de manuais e entre 11 e 12,50 euros para material escolar. Já quem integra o escalão B tem direito a metade do valor destas ajudas.
Para João Dias da Silva, secretário-geral da Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE), as medidas são positivas embora "insuficientes para a situação difícil das famílias". O orçamento terá de continuar a esticar.

lbino Almeida, que preside à Confederação Nacional das Associações de Pais, também destaca o facto de "500 mil alunos que não eram apoiados passarem a ter ajudas". Mas lembra que a classe média fica sem apoios, contrariando a Constituição, que fala em ensino universal e gratuito. "Há famílias que, pelos seus rendimentos, não podem ser consideradas abastadas e que ficam de fora. É por isso que defendemos que deve ser permitida a dedução no IRS pelo menos do valor mais alto concedido pela Acção Social Escolar".

DESCONTO DE 50% NO PASSE

Os estudantes que tenham entre quatro e 18 anos passam a ter 50 por cento de desconto na compra do passe social para os transportes colectivos. Esta medida, denominada passe escolar 4_18@escola.tp, visa apoiar as famílias e incentivar a utilização regular dos transportes colectivos.
O cartão do passe 4_18@escola.tp é requerido nos operadores de transportes, mediante a apresentação de uma declaração da escola frequentada pelo aluno, comprovando que este não é beneficiário de transporte escolar.

DISCURSO DIRECTO

"ESTÍMULO PARA OS PAIS E ALUNOS", Susana Amador - Presidente da Câmara de Odivelas
Correio da Manhã – A Câmara de Odivelas é uma das várias autarquias do País que ofereceram manuais escolares aos alunos do 1.º Ciclo. Porquê?
Susana Amador – Os números do absentismo no 1º Ciclo são alarmantes e Odivelas é um município que tem muitas famílias com problemas socioeconómicos. Este apoio é um estímulo para os alunos e para os pais e é uma medida que visa ajudar as famílias no regresso pós-férias.
– Quantos livros foram oferecidos?
– São 15 778 manuais para as 5258 crianças do 1º Ciclo no concelho. Oferecemos a todos, sem discriminação, porque o início do ano lectivo é pesado para as carteiras de todas as famílias.
– Qual o investimento do município no apoio escolar?
– Para os manuais são 150 mil euros, num total de 200 mil euros em ajudas escolares. Este ano também tivemos parcerias, que permitiram oferecer as mochilas aos alunos. E foram criados dois gabinetes de apoio psicológico em escolas do 1º Ciclo na Pontinha e na Arroja. n
DICAS
DECLARAÇÃO
A Segurança Social emitirá uma declaração da qual consta o escalão de rendimentos do abono de família, que será enviada aos destinatários para ser apresentada na escola.

PASSE PARA TODOS

O novo passe para alunos dos quatro aos 18 anos poderá ser utilizado nos transportes públicos colectivos de passageiros, rodoviários e fluviais, a nível nacional, bem como nos ferroviários urbanos e regionais.

PORTÁTEIS GRATUITOS

Os alunos cujos agregados familiares tenham rendimentos mais baixos poderão ter acesso a computadores portáteis grátis com acesso à internet.

E-ESCOLINHA

As crianças do 1.º Ciclo vão poder ter computador portátil com acesso à internet em banda larga, gratuitamente ou a preços muito reduzidos, ao abrigo do programa e-escolinha. O projecto deverá abranger meio milhão de alunos do 1.º Ciclo.

NÚMEROS DAS AJUDAS

700 MIL
Alunos dos 2.º e 3.º ciclos e Secundário que vão ter apoio da Acção Social Escolar.
400MIL
Alunos passam a integrar o Escalão A, com direito à totalidade dos apoios, incluindo nas refeições.
300 MIL
Alunos vão integrar o Escalão B, com direito a metade dos apoios.
140
Euros é o valor máximo concedido para compra de manuais escolares no Básico, destinado aos alunos do 7.º ano.
203,70
Euros é o rendimento máximo per capita mensal de um agregado familiar que integra o escalão 1 do abono de família.

407,21
Euros é o rendimento máximo per capita de um agregado do escalão 2 do abono de família

FAMÍLIA ALMEIDA: PAI VAI TRABALHAR PARA FRANÇA
É A VINDIMA QUE PAGA A DESPESA DA ESCOLA

A vida da família de José da Silva Almeida, de 49 anos, nunca foi fácil, mas as dificuldades acentuam-se bruscamente a cada mês de Setembro, no início do ano lectivo. Porque "ter quatro filhos a estudar não é para toda a gente", ainda para mais quando os rendimentos da família são quase sempre incertos.
A residir numa modesta casa do bairro da Formiga, em Moimenta da Beira, José Almeida queixa-se da incerteza de ter de viver dos biscates que lhe vão aparecendo, sabendo que todos os meses tem de levar dinheiro para casa para sustentar a mulher e os seis filhos, todos menores. Quatro – Ana (14 anos), Catarina (13), André (10) e João (6) – frequentam a escola e este mês vão precisar de mil euros para gastar em livros, mochilas, outro material escolar e transportes. "É sempre uma dor de cabeça nesta altura, mas vou conseguir dar-lhes o mínimo que eles precisam", garante José de Almeida, que para não pedir dinheiro emprestado vai partir para as vindimas em França. "Grande parte do dinheiro que lá vou ganhar é para lhes pagar as despesas da escola. Mas merece a pena, prefiro vê-los na escola do que para aí ao Deus-dará", acrescenta o único sustento da família – a esposa "está muito doente e também precisa de cuidados". A mulher recebe um subsídio social de 305 euros que "mal chega para pagar as despesas com os medicamentos". Os filhos entendem que os pais não têm possibilidades de lhes poder dar tudo aquilo que mais anseiam, mas revelam que nunca faltou dinheiro para comer na escola e para os livros. "Nunca nos faltou nada, temos o mínimo que é necessário para frequentar a escola", refere Catarina Almeida, lamentando que agora os livros "não passem dos irmãos mais velhos para os mais novos". n

NOTAS
LEITE E REFEIÇÕES NAS ESCOLAS

Entre os apoios concedidos pelo Estado está também o programa do leite escolar, que garante um pacote de leite diário e abrange todos os alunos do 1º Ciclo e da educação pré--escolar. A generalização das refeições nas escolas é outra das componentes da Acção Social Escolar. As refeições são gratuitas para os alunos mais carenciados e comparticipadas para os restantes. n

VISITAS DE ESTUDO GRÁTIS

Para além dos auxílios económicos aos alunos com baixos rendimentos para aquisição de manuais e material escolar, a Acção Social Escolar garante também que este estudantes possam participar em actividades complementares, como visitas de estudo, sem terem de pagar. O Estado também comparticipa as despesas de alojamento em residências escolares.

INSUCESSO: NÃO É MELHORIA

Paulo Feytor Pinto, presidente da Associação de Professores de Português, considera que a quebra nos chumbos "não significa uma melhoria real das aprendizagens".

SEGURANÇA: CUIDADOS A TER

A Fenei/Sindep alertou para que, face às situações de insegurança, os pais devem incentivar os filhos a não levar roupas de marca e telemóveis para a escola

MINISTRA: ESCOLAS DO PORTO

A ministra da Educação visita hoje a EB 23 de Miragaia às 11h00 e a EB23 Dr. Leonardo Coimbra (Filho), ambas na cidade do Porto, para assinalar o primeiro dia de aulas

MANUAIS: MAIS QUEIXAS

Vários livreiros queixaram-se do atraso na entregue de manuais escolares encomendados ao grupo Leya, tal como o CM noticiou na edição de ontem.

INVESTIMENTO: 73 MILHÕES

O impacto financeiro do alargamento dos apoios é de 30 milhões de euros nos manuaise material escolar e 43 milhões para as refeições escolares

1.º CICLO: MANUAIS DE INGLÊS

O Governo Regional dos Açores distribuiu este ano pelas escolas do arquipélago todos os manuais de língua Inglesa para o 1.º Ciclo para minimizar as despesas das famílias com os filhos

PAIS: APELO À PARTICIPAÇÃO

A Confap vai desencadear uma "grande campanha de sensibilização" para estimular a participação dos pais e encarregados de educação na educação dos filhos e educandosE

ESCOLAS: DIRECTORES

O ano que agora começa marca a introdução da figura do director de escola, que substitui o conselho executivo. Haverá também mudanças na gestão escolar, com mais poder das autarquias

HOJE: 'SER BOM ALUNO, BORA LÁ?'

É hoje lançado o livro ‘Ser Bom Aluno Bora Lá?’, de Jorge Rio Cardoso, que pretende ensinar os alunos a organizar o estudo, comportar-se na escola, evitar os erros e preparar as avaliações.

In CM, edição de 13/9



sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Nascimentos, Divórcios e Falecimentos


Em 2007 foram decretados 25 255 divórcios, um número que tem vindo a aumentar desde 2003. Estes são os dados provisórios de um estudo realizado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). A taxa de divórcio é de 2,4 por cada mil habitantes quando, por exemplo, em 2006, era de 2,2 por mil habitantes.
"O casamento é uma instituição baseada nos afectos e a tendência é que quando um ou ambos os cônjuges não se sentem preenchidos partem em busca de outras pessoas", disse ao CM o psiquiatra e sexólogo Júlio Machado Vaz . O especialista acredita que a taxa de divórcio vai estagnar: "A certa altura os índices vão estabilizar, mas não acredito que diminua o número de separações".
Os dados divulgados pelo INE revelam também que há menos casais a oficializarem a sua relação: em 2007 realizaram-se 46 329 casamentos, o número mais baixo desde 2002, ano em que se celebraram 56 457 matrimónios.
"Existe um número muito grande de pessoas que prefere a coabitação ao casamento e esses não entram nas estatísticas. O que está em causa não é o matrimónio mas antes a tentativa de viver a dois", sublinha Júlio Machado Vaz.
No final de 2007 Portugal contava com uma população de 10 617 575 habitantes, acrescidos de quinhentos mil estrangeiros (446 333).

TUTELA DOS FILHOS

Em 90 por cento dos casos a custódia é atribuída à mãe. O índice de fecundidade foi de 1,33 crianças por mulher.

MENOS DE 15 ANOS

A duração média do casamento é de 14,3 anos. A idade média ao divórcio ultrapassou os 40 anos.

MAIS MORTES

No ano passado morreram em Portugal 103512 pessoas, enquanto o número de nascimentos não foi além dos 102492. Foi a primeira vez em 90 anos que as mortes superaram os nascimentos.

In CM, edição de 12/9


quinta-feira, 11 de setembro de 2008

De Nacionalidade Brasileira


Já conhecia a rotina de Conceição Farrajota e sabia que esta tinha em casa jóias muito valiosas. O alegado autor da morte da empresária de Quarteira, conhecida pelos seus negócios no ramo imobiliário, foi ontem ouvido por um juiz de instrução criminal do Tribunal de Loulé, que o mandou para a prisão a aguardar julgamento.
A violência do crime praticado contra a idosa de 76 anos terá sido determinante para a tomada de decisão do magistrado.
O suspeito, de nacionalidade brasileira e residente na zona de Quarteira, terá planeado o assalto ao apartamento da empresária, onde sabia que podia encontrar muitos objectos valiosos. Mas, ao ser surpreendido a roubar dentro de casa, espancou a vítima com violência e amarrou-a na casa de banho, causando-lhe a morte.
Segundo informações da Polícia Judiciária (PJ), que investigou o caso durante mais de quatro meses e deteve o suspeito, o corpo de Conceição Farrajota foi encontrado "no interior da sua residência, manietada, com lesões que lhe provocaram a morte por asfixia".
Segundo disse ao CM fonte da PJ, "todos os passos da investigação foram importantes para desvendar o caso", que culminou com a localização e detenção do criminoso, na segunda-feira.
Ao que o CM apurou, depois do crime o alegado homicida tentou vender algumas jóias numa casa de penhores. Esta pista a juntar aos indícios recolhidos na casa e carro da vítima levou a PJ a iniciar a caça ao homem. É indiciado dos crimes de homicídio e roubo e vai aguardar julgamento no Estabelecimento Prisional de Olhão.


In CM, edição de 11/9

Selváticos

O jornal Correio da manhã noticia que uma mulher, de 77 anos, foi amordaçada, manietada e agredida na cabeça por um indivíduo quando estava na sua casa, em Avintes, Gaia, cerca do meio-dia de ontem. Ana Fernandes estava com o marido que está acamado há anos.
"Estava a almoçar quando foi surpreendida na cozinha por um deles, de cara destapada e aparentando ter cerca de 25 anos. Ele amarrou-lhe os pés com um pijama que encontrou e amordaçou-a com um par de meias. Depois agrediu-a", relatou ao CM o filho da idosa, Manuel Oliveira. A mulher teve de ser assistida no hospital.
O assaltante, cujo o comparsa ficou no interior do carro, levou-lhe 100 euros que tinha na carteira e arrancou-lhe o fio de ouro do pescoço. Os vizinhos saíram em socorro da vítima, já depois de ela ter sido espancada. Uma vizinha disse ter ouvido um grito de "socorro", mas na rua já só viu um carro a arrancar. A dupla fugiu num Ford cinzento.

Selvagens

O velhote, de 75 anos de idade, cheio de dor e sofrimento que a madrasta da vida lhe reservara, em sorte, foi numa tarde de verão, quente, violentamente agredido e despojado dos seus parcos bens materiais que na ocasião guardava no bolso direito das calças de ganga que vestia. Caído sobre a berma do caminho, esguio e sinuoso, não teve quem o socorresse, suportando sozinho, por horas, o tormento a que fora sujeito pelos seus algozes.