Em 2007 foram decretados 25 255 divórcios, um número que tem vindo a aumentar desde 2003. Estes são os dados provisórios de um estudo realizado pelo Instituto Nacional de Estatística (INE). A taxa de divórcio é de 2,4 por cada mil habitantes quando, por exemplo, em 2006, era de 2,2 por mil habitantes.
"O casamento é uma instituição baseada nos afectos e a tendência é que quando um ou ambos os cônjuges não se sentem preenchidos partem em busca de outras pessoas", disse ao CM o psiquiatra e sexólogo Júlio Machado Vaz . O especialista acredita que a taxa de divórcio vai estagnar: "A certa altura os índices vão estabilizar, mas não acredito que diminua o número de separações".
Os dados divulgados pelo INE revelam também que há menos casais a oficializarem a sua relação: em 2007 realizaram-se 46 329 casamentos, o número mais baixo desde 2002, ano em que se celebraram 56 457 matrimónios.
"Existe um número muito grande de pessoas que prefere a coabitação ao casamento e esses não entram nas estatísticas. O que está em causa não é o matrimónio mas antes a tentativa de viver a dois", sublinha Júlio Machado Vaz.
No final de 2007 Portugal contava com uma população de 10 617 575 habitantes, acrescidos de quinhentos mil estrangeiros (446 333).
TUTELA DOS FILHOS
Em 90 por cento dos casos a custódia é atribuída à mãe. O índice de fecundidade foi de 1,33 crianças por mulher.
MENOS DE 15 ANOS
A duração média do casamento é de 14,3 anos. A idade média ao divórcio ultrapassou os 40 anos.
MAIS MORTES
No ano passado morreram em Portugal 103512 pessoas, enquanto o número de nascimentos não foi além dos 102492. Foi a primeira vez em 90 anos que as mortes superaram os nascimentos.
In CM, edição de 12/9