domingo, 26 de outubro de 2008

DAVID HUME

David Hume, filósofo e historiador britânico. Após frequentar estudos literários, é comerciante em Bristol, sem êxito, durante algum tempo.Vai para França, onde escreve o seu Investigação sobre a Natureza Humana. Pouco depois escreve os Essays, Moral and Political. Nomeado bibliotecário do colégio de advogados de Edimburgo, escreve uma História de Inglaterra que vai publicando pouco a pouco e que lhe proporciona a fortuna e a fama. Viaja de novo para França como secretário do embaixador inglês e, antes de se retirar para Edimburgo, é durante um ano subsecretário de Estado. Pese embora não obter nenhuma cátedra pela sua reputação de céptico, exerce grande influência sobre os estudiosos e pensadores de França e Inglaterra. Tem contactos, com frequência polémicos, com os enciclopedistas, especialmente com Rousseau.
A filosofia de Hume tem origem tanto no empirismo de Locke como no idealismo de Berkeley. Tenta reduzir os princípios racionais, que pensamos inatos, a associações de ideias que o hábito e a repetição vão fortalecendo; assim, algumas delas adquirem uma necessidade aparente. Tal é, por exemplo, o caso do princípio de causalidade. Fazem dele uma lei sobre as coisas, quando na realidade não expressa mais que uma coisa que nós esperamos, uma necessidade completamente subjectiva desenvolvida pelo hábito. As leis científicas resumem a experiência passada, mas não comportam certeza alguma no que ao porvir se refere. A substância, seja material ou espiritual, não existe. Os corpos não são mais que grupos de sensações ligadas entre si pela associação de ideias. Também o eu é somente uma colecção de estados de consciência. Por esta via, Hume chega ao cepticismo e ao fenomenismo absoluto: só conhecemos as percepções, o que aparece ou se mostra (fenómeno).