Não poderia ficar indiferente a tamanha crueza humana. O mundo em que vivemos presentemente conduz a esta desumanidade sem paralelo. As grandes áreas comerciais acabaram (ou estão em vias disso) com o mercado tradicional e as pessoas de menos posses são as vítimas da existência desta aldeia global, que é o Mundo actual. Hoje, cerca das 12h30, passei pelo supermercado “Pingo Doce” e quando já me encontrava na caixa para pagar as três costeletas de novilho e uma alface para o meu almoço e da família, verifiquei que à minha frente se encontrava uma jovem, de etnia cigana, na casa dos 20 anos, que transportava uma embalagem de fraldas para o seu bebé, que carregava ao colo cingido e seguro junto ao peito pelo seu braço esquerdo. Quando se preparava para pagar o produto adquirido, faltavam-lhe alguns euros para o total do preço daquele artigo, vendo-se na necessidade, por falta de dinheiro, de deixar ali aquele saco de fraldas que tanta falta lhe faziam para a higiene e conforto do seu rebento. De cabeça baixa e envergonhada, pediu desculpa à funcionária que se encontrava na caixa. Outros episódios se seguiram, por parte de gente menor e insensível, a que eu pus cobro imediatamente com o meu cartão multibanco.segunda-feira, 27 de outubro de 2008
Gente menor e insensível
Não poderia ficar indiferente a tamanha crueza humana. O mundo em que vivemos presentemente conduz a esta desumanidade sem paralelo. As grandes áreas comerciais acabaram (ou estão em vias disso) com o mercado tradicional e as pessoas de menos posses são as vítimas da existência desta aldeia global, que é o Mundo actual. Hoje, cerca das 12h30, passei pelo supermercado “Pingo Doce” e quando já me encontrava na caixa para pagar as três costeletas de novilho e uma alface para o meu almoço e da família, verifiquei que à minha frente se encontrava uma jovem, de etnia cigana, na casa dos 20 anos, que transportava uma embalagem de fraldas para o seu bebé, que carregava ao colo cingido e seguro junto ao peito pelo seu braço esquerdo. Quando se preparava para pagar o produto adquirido, faltavam-lhe alguns euros para o total do preço daquele artigo, vendo-se na necessidade, por falta de dinheiro, de deixar ali aquele saco de fraldas que tanta falta lhe faziam para a higiene e conforto do seu rebento. De cabeça baixa e envergonhada, pediu desculpa à funcionária que se encontrava na caixa. Outros episódios se seguiram, por parte de gente menor e insensível, a que eu pus cobro imediatamente com o meu cartão multibanco.