segunda-feira, 20 de outubro de 2008

O "tal" vai dar o enlace

Brevemente dá-se o enlace, católico, ou seja o sacramento do matrimónio entre o “tal” e ela! Pelo Natal tudo estará resolvido. Sobre o “tal” nada digo porque muitos já o conhecem. Está identificado. Sobre ela também não vou falar, não porque receie seja o que for, mas porque poderei entrar na esfera da privacidade da jovem, que deseja – isso é manifesto – total discrição. Há que respeitar a sua vontade. A vontade das mulheres é sagrada, deve ser respeitada, sempre, desde que essa vontade não belisque a dignidade do homem e seja contrária aos bons usos e costumes da família.
O vínculo matrimonial está por dias. Não quero crer que tal venha a causar alguma dor e azia a damas que nunca o foram, embora se saiba que muitas sofrem desses males, de todo insanáveis. São pecados capitais a inveja e a cobiça, que se não forem atempadamente debelados levam à perdição. Perdição da alma! Invejam-na porque é linda e formosa, esbelta, de olhos e cabelos pretos, e eles, que a cobiçam, porque não têm nem conseguem tão prestigiante galanteio da jovem que ainda é catequista. Há que ter cuidado, com elas e com esses “galifões”!!
Esta será a cabana que os vai acolher, na noite de núpcias, em plena propriedade do Sr. Jerónimo, homem de bem e de bom coração. É muito dado à família. Adora a filha e nutre já uma grande amizade pelo novo e futuro membro da família, herdeiro das suas propriedade rurais. É que só tem aquela filha! Depois do acto solene, que ocorrerá em plena serra, na vetusta capelinha do povo, todos rumarão à casa rústica da aldeia. Cabrito assado no forno regado com o néctar da última colheita da D.ª Ermelinda, espera os comensais. Lagosta suada será no fim. E fogo de artifício também!