sábado, 25 de outubro de 2008

Vultos da Humanidade

Nesta minha nova vertente de intervenção cívica, vou falar dos maiores vultos da humanidade. Como não poderia deixar de ser vou começar por Karl Marx, o maior pensador e o maior homem que a humanidade já conheceu. Em português o seu nome pode ser traduzido por Carlos Marques. Nasceu na cidade alemã de Trevo, em 1813, e logo se revelou uma criança precoce. Aos doze meses já tocava piano, aos três anos falava seis línguas fluentemente, aos quatro começou a escrever sobre o materialismo dialéctico. Extremamente asseado, não deixava de incitar os outros a iniciarem-se nesse louvável hábito de tomar banho diariamente.O seu pai era um judeu convertido ao cristianismo, razão pela qual era alvo de gozo na escola. Era, é como quem diz. Isso aconteceu uma vez e mais nada. Um estouvado mais velho, andava Marx na primeira classe, vira-se a ele e diz-lhe: "Ó judeu, limpa-me aqui as botas." Rápido como um relâmpago e com uma sagacidade nunca antes vista, Marx respondeu-lhe calmamente: "-Quem o diz é quem o é. Cala a boca jacaré." E disse isto num português tão perfeito que o outro, envergonhado, se dissolveu ali mesmo e nunca mais foi visto. A partir daí todos começaram a temer e a respeitar os poderes deste intelecto prodigioso, que era capaz de ficar dias inteiros em meditação, mas que não hesitava em trabalhar arduamente quando tal se revelava necessário. Conta-se que, numa ocasião, passeva de caleche com a mãe, quando viu um pobre camponês que lavrava a terra sozinho. Imediatamente saltou do veículo, ajudou o camponês e ao fim de quinze minutos doze hectares de terra estavam plantados. Ensinou ainda o camponês a ler e a escrever e tornaram-se grandes amigos. O homem chamava-se Friedrich Engels, que em português se diz Frederico Engélio. Nesta altura o pequeno Marx tinha sete anos, mas era já considerado um prodígio de força e de génio. Era a pessoa mais forte que havia, e quando chegou aos dezoito anos, depois de uma adolescência brilhante, era capaz de descarregar um camião de brita sozinho, sem ajuda de ninguém. Era realmente um prodígio da natureza. Nesta época já tinha corrido mundo e sabia 23 línguas. Acabou por decidir fixar-se na Inglaterra e aí publicou grandes obras. Fê-lo enquanto estudava e trabalhava arduamente, pois apesar de poder viver folgadamente graças à herança que recebera nunca quis ver esse dinheiro. Doou-o aos pobres de Bona para que aprendessem a ler e escrever e assim espalhassem a mensagem do materialismo dialéctico. Em Londres, era estivador e trabalhava quinze horas por dia. Mas como o seu intelecto era tão poderoso, bastavam-lhe três horas para escrever o que um ser humano normal conseguiria em quinze dias. Por essa altura já era casado e desfazia-se em desvelos para que nada faltasse á mulher. De facto, assim acontecia. A casa, apesar de modesta, primava pelo asseio e chegava mesmo a ter água quente e uma torradeira eléctrica bem como um grelhador, onde Marx fazia deliciosos churrascos para os quais convidava toda a comunidade imigrante que vivia naquela área e que já na altura era discriminada fortemente pelos patrões fascistas.Tanto trabalho e tantas canseiras levaram, naturalmente, a um desgaste, apesar do poder deste homem. Morreu com setenta anos e as suas últimas palavras foram para a revolução que se avizinhava: "Deixei-vos a mensagem, e o campo lavrado. Agora cabe-vos a vós defender as causas fracturantes e criar uma sociedade progressista." Houve choro quando se soube da notícia do seu falecimento e, no dia do funeral, mais de dois milhões de pessoas encheram as ruas de Londres. A própria rainha Vitória, apesar de fascista, não teve outra alternativa senão decretar três dias de luto nacional por este grande homem, temendo a justa ira do povo se o não fizesse.
Fonte: O Zé portuga.