Os deputados vão hoje discutir o estado da Nação. É um ritual perfeitamente inútil. Todos os portugueses conhecem o estado a que isto chegou. Os diagnósticos estão mais do que feitos. O que falta são soluções sérias para os problemas e coragem para as pôr em prática. E coragem é algo que anda há muito arredado da classe política. Seria bem mais interessante que o Parlamento dedicasse algumas horas a analisar o estado do engenheiro relativo. É que os sinais exteriores são deveras preocupantes. O homem imagina que está a puxar o País sozinho e que carrega às costas com dez milhões de pessoas. O ‘Finantial Times’ diz que é um optimista inveterado. Uma forma muito diplomática de alertar o mundo para o facto de Portugal estar a ser governado por um perigoso irresponsável.