terça-feira, 23 de novembro de 2010

Nem a fé nos salva

O País está falido. A dívida pública é enorme. Os juros que os credores cobram pelo dinheiro que emprestam não param de subir. O endividamento externo, isto é, o que as famílias, as empresas e o Estado devem ao estrangeiro, é insustentável.
Tudo isto tem sido dito e redito nos últimos anos. É impensável continuar a gastar desta maneira. Acabaram os dias fáceis. Andar a fingir que somos ricos já foi chão que deu uvas. Não somos. Somos pobres e andamos a gastar demais há décadas. Tudo isto parece óbvio. Mas há muitos indígenas que ainda não perceberam que o céu lhes vai cair em cima mais cedo do que tarde. Os protestos, as reivindicações e as lamúrias mostram que nem com desenhos vão compreender a tragédia. Resta acreditar. Mas, por este andar, nem a fé nos salva.


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