Um mês depois de Teixeira dos Santos, em entrevista ao ‘Expresso’, ter admitido que a partir da taxa de juro de 7% o FMI podia ser chamado a intervir em Portugal, os mercados bateram a previsão do ministro e ultrapassaram esse patamar.
Foi preciso uma declaração conjunta dos mais importantes países da Europa sobre a ajuda à Irlanda e uma intervenção activa do BCE na compra de dívida portuguesa para aliviar a pressão, mas mesmo assim Portugal continua a pagar um prémio de risco equivalente a 45 milhões de euros por cada mil milhões de empréstimo face aos juros alemães. Quando o mercado acreditava em Portugal, o prémio pago era de apenas seis milhões em cada mil milhões. Mas não vale a pena culpar os mercados, porque a culpa é da má fama do nosso país.
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