sábado, 20 de setembro de 2008

Portugal está cada vez mais envelhecido


A demografia portuguesa continua a ter uma evolução «preocupante» nos últimos 30 anos e, se nada for feito, a idade média da população continuará a subir linearmente cerca de um ano em cada cinco anos.
Esta é a conclusão de um estudo de projecção demográfica elaborado pela Associação Portuguesa de Famílias Numerosas (APFN), que será divulgado a 27 de Setembro no seminário intitulado «Inverno demográfico: o problema. Que respostas?», a realizar na Assembleia da República.
Em declarações à agência Lusa, Fernando Ribeiro e Castro, presidente da Associação, recorda que a população portuguesa continua a envelhecer a um ritmo «mais do que preocupante», sublinhando que está na «hora de o Governo tomar medidas para inverter esta tendência sob pena de irmos pagar um preço muito alto no futuro próximo».
Para a Associação Portuguesa de Famílias Numerosas, o envelhecimento da população pode ser travado através de uma política que permita às famílias terem os filhos que desejam sem que por isso sejam penalizados, o que levará a que o Índice Sintético de Fertilidade (número médio de filhos por mulher em idade fértil) seja de 2.1, um valor igual ao número médio de filhos desejados.
Caso o Índice Sintético de Fertilidade se mantenha constante, a situação demográfica agravar-se-á ainda mais, elevando bastante a já grande desproporção entre idosos relativamente a jovens e pessoas em idade activa.
Segundo a Associação Portuguesa de Famílias Numerosas, o Índice de Dependência de Idosos (número de idosos por cada 100 pessoas em idade activa) atinge, segundo o estudo da associação, um máximo de 48 em 2050.
Para Fernando Ribeiro e Castro, esta situação resulta de «30 anos de distracção dos sucessivos portugueses» que «nunca admitiram haver problemas sérios a nível demográfico para resolver em Portugal».

«Governo promove o divórcio»

Outro problema reside no facto de Portugal continuar a promover o divórcio - «de que é exemplo acabado a última proposta de lei do Governo de Sócrates» - em detrimento da promoção da «estabilidade do casamento e dos casais».
De entre as medidas «aberrantes» existentes em Portugal, Fernando Ribeiro e Castro citou o facto de em sede de IRS um divorciado poder descontar até 6.000 euros por cada filho a cargo, o que é inadmissível».
Fernando Ribeiro e Castro defende assim que o Governo português deve considerar «o terceiro filho ou o de ordem superior (acima do terceiro) uma riqueza nacional» porquanto é ele que «vai suportar as reformas no futuro».
Ver Link