Os padres são servidores de Deus na terra. São, acima de tudo, servidores da ternura e da consolação de Deus. Um padre, como ser humano que é, também é susceptível de ter momentos e ocasiões menos lúcidas e abalizadas, cometer erros e praticar faltas, tal como nós leigos e pecadores das leis de Deus e dos homens as praticamos, por acção ou omissão, pois elas ocorrem a cada passo e advêm da própria condição humana. O ser humano não é infalível! O Padre é um ser humano!! E com o peso da idade dos 80 anos de dor e sofrimento, ao serviço da comunidade, em prol do seu semelhante, as probabilidades de errar são bem maiores. E essa probabilidade de errar é tanto quanto maior quando pessoas de avançada idade se vêem sob pressão, confrontadas com adversidades que não previam. É que as suas educação e formação religiosa e académica, sólidas, não lhes permite faltar aos compromissos assumidos com os seus fiéis, que o aguardam e dele carecem no seu seio. Querem sempre honrar a palavra dada. São homens íntegros e intelectualmente honestos, que devem ser, sempre, respeitados por crentes e não crentes. O desejo e vontade férrea de servir a Igreja e as comunidades cristãs, através do sacerdócio, visando-lhe anunciar o evangelho e a palavra de Deus, através da celebração da missa, deveria ser motivo bastante para que, mesmos em circunstâncias excepcionais, houvesse uma outra postura e um outro comportamento por parte de quem tem o dever profissional de servir também a comunidade.O padre é o Servo de Deus. Cada vez mais o padre é, nesta sociedade e mundo em que vivemos, o consolador que leva a confiança de Deus ao nosso povo, abatido, por esse interior de Portugal fora, que vive a experiência da desolação e do abandono.