sábado, 15 de novembro de 2008

Pobres do Mundo

Hoje, pelas 8h30, quando me dirigia para o trabalho, fiquei estarrecido quando vi uma senhora de etnia cigana, relativamente jovem, que caminhava descalça e pobremente vestida pela berma da via com duas crianças na casa dos 4/5 anos de idade pela mão, também elas deficientemente trajadas, e ao colo transportava uma outra criança ainda mais nova envolta num pequeno e miserável cobertor. Áquela hora estava bastante frio. Se eu, no interior do carro, em que circulava, sentia o frio desta manhã de Novembro, mais frio sentiriam aquela mãe e as suas pobres e inocentes crianças que a acompanhavam. Mas o que mais mexeu comigo é que aquela nossa irmã, filha de Deus tal como nós, caminhava com alguma ligeireza ao mesmo tempo que, com a manga da camisola de cor escura ia limpando as lágrimas que se lhe soltavam dos olhos e corriam pelo rosto visivelmente coberto de dor e de sofrimento, não obstante ser ainda uma jovem na casa dos 27/30 anos de idade. Pobre mulher, pensei eu! E pensei mais: como é possível haver pessoas que não se comovem com estas situações desumanas indignas de ainda existir num país como Portugal que recebe diariamente quase cerca de 3 (três) milhões de CONTOS por dia da Comunidade Europeia, que visam combater a pobreza e o analfabetismo e desenvolver em termos socio-económicos o país.